Ouça e baixe ‘A Rotina do Pombo’, primeiro álbum do carioca Thiago Elniño

Foto: Bruno Filipi/Divulgação.

O Thiago Elniño aparece com exclusividade aqui no Noisey nesta quarta-feira (1º) com o seu primeiro álbum, A Rotina do Pombo, que conta com uma pá de participações de peso, como Rincon Sapiência, Sant, Flávio SantoRua, Tamara Franklin, Douglas Din e os membros da banda Medulla, Raony e Keops. Apostando no boom bap com influências de música jamaicana e do afrobeat, o disco apresenta a rotina de Sem Nome, um negro de 27 anos que tem o sonho de ser músico enquanto mantém sua vida entre um sub-emprego e todas as dificuldades encontradas pelos negros no Brasil.

Concebido ao longo de cinco anos em parceria com o pessoal do Espaço Criativo Casa, Thiago explica o porquê da relativa demora na produção do álbum. “Tivemos a ideia de perseguir uma sonoridade mais particular. Com o tempo, nós todos fomos nos enchendo de influências como a música jamaicana, o afrobeat e tal. Com isso, até a gente encontrar a ‘carne crua’ dessas influências e chegar no nosso boom bap com influência e mixagem de música jamaicana, demorou. Sem falar que, ideologicamente, muitas pautas foram ganhando contornos, letras mais velhas perdendo sentido e por aí vai.”

Em A Rotina do Pombo, as participações têm um peso mais que especial, já que no universo criado por Thiago cada MC representa uma personagem na cidade imaginária habitada por Sem Nome. “O disco tem um universo em que eu imaginava personagens e convidava MCs que diziam coisas parecidas com os personagens que eu tinha imaginado, todos eles também são pretos e são legítimos pombos, com propriedade para falar do universo que eu criei e analogia ao que vivemos”, conta.

Pedagogo e educador popular, Thiago revela a importância do seu trabalho para a construção da narrativa do disco, como acontece na faixa “Pedagoginga”. “Eu me defino como um educador popular que tem a música como difusora e a produção como captadora de recursos, então eu penso essas três funções como uma coisa só: o disco irá gerar oficinas em escolas chamadas ‘Por que Somos Pombos?’. Desde o início pensei as coisas para serem assim, e o próximo trabalho já está sendo pensado para ser assim! Sem cair nesse rótulo cafona de rap de mensagem, mas eu tenho algumas coisas que julgo importantes para falar, coisas que me ajudaram a ser um homem preto que passou dos 30 anos crescendo na periferia, então coloco minha arte à disposição disso, a mandar um salve principalmente para o povo preto.”

Escute A Rotina do Pombo abaixo e faça o download do álbum clicando aqui.

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